A espera de um salvador

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Quando se fala em religião, imediatamente pensamos  em um Messias, um profeta iluminado que conduzirá seus fiéis rumo a felicidade eterna.

Assim acontece no Oriente e no Ocidente. E assim sempre foi em toda a História Humana.

Quando se vive em um país como China, Japão, India ou mesmo no Oriente Médio, percebe-se que a Verdade Espiritual deles é bem próxima à nossa, no Ocidente, mas revestida de outra forma. Os valores mais sagrados das religiões orientais são a paz, o amor, o perdão e a obrigação de se fazer e desejar ao outro aquilo que gostaríamos para nós próprios.

A confusão começa, no entanto, quando eles acreditam, assim como alguns de nós, que para se agir em conformidade com as leis Divinas é preciso também reconhecer que seu líder espiritual, seu livro sagrado e seus rituais são os únicos que podem implantar a Verdade no planeta.

Quando se nasce do outro lado do planeta, é natural acreditar que Buda, Lao Tse ou Maomé sejam os Messias.

Falando do Ocidente, em especial no Brasil, país com grande número de cristãos (divididos entre o catolicismo, as igrejas protestantes tradicionais, as neopentecostais, o kardecismo e a umbanda), acreditamos na salvação através de Jesus.

Cristo veio para nos salvar? Sim, mas não como a maior parte das pessoas acredita. A salvação de Jesus se dá na vivência plena de seus ensinamentos. Jesus, com sua pureza, sabedoria e amor se sacrificou para pregar uma mensagem de paz, fraternidade, generosidade e perdão. Foi condenado a tortura e à morte porque questionava certos dogmas do Velho Testamento e pregava  o AMOR a Deus e AO PRÓXIMO como máximas.

Aceitar sua Palavra, em uma reflexão profunda,  não é ler e repetir o novo testamento da boca para fora, mas ter no coração o entendimento de seus conhecimentos e a prática no dia a dia.

Ser cristão é aceitar plenamente os 10 Mandamentos e aquilo que está escrito nos 4 evangelhos (Lucas, Mateus, João e Marcos). Mesmo nas cartas de Paulo de Tarso encontramos passagens que podem conflitar com as mensagens dos evangelistas. Isso porque Paulo, outrora Saulo, era um doutor da lei judaica que não conviveu com Jesus, perseguiu cristãos e foi convertido, a partir de uma visão a caminho de Damasco. E propagava, em seu discurso, defesas a escravidão e submissão das mulheres, porque assim acreditava antes de ser tocado pela mensagem cristã.

Hoje vejo muita gente colocar  palavras na boca do Cristo.  Ideias que ele nunca divulgou. Muita coisa que está no Velho Testamento está sim, em desacordo com o Evangelho. Sabemos que os romanos não tinham nada contra Jesus. Poncio Pilatos, nos registros históricos, lavou suas mãos e tudo fez para não crucificar o Mestre. Foram os fariseus que levaram Jesus à morte.

Há um livro escrito por um pastor norte-americano que deveria ser lido por aqueles que são apaixonados, como eu, pela vida e obra do Cristo: O que Jesus disse, o que Jesus não disse. Nele fica clara a palavra que sintetiza a salvação cristã: o AMOR.

Amor que foi plenamente vivido e exemplificado por São Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá, Buda (que viveu milhares de anos antes de Jesus), Mãe Menininha do Gantois e milhões de anônimos espalhados pelo planeta, que muitas vezes sequer se intitulam religiosos, mas são verdadeiros espiritualistas. Porque carregam o Espírito da Verdade em seus corações.

Não basta acreditar em Messias. É preciso ter fé absoluta nos ensinamentos e buscar transformação interior, disciplina , trabalho e o amor, puro e verdadeiro. A salvação está na atitude.

Serviço:

CELV – Centro Espiritualista Luz e Vida

Giras abertas ao público:

Domingos: 10h00 às 12h00

Endereço: Estrada Baltazar Manoel, 745, Potuverá, Itapecerica da Serra – SP

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