consagrar objetos mágicos

CONSAGRANDO OBJETOS MÁGICOS COM OS 4 ELEMENTOS

Ao começar nos estudos mágicos, uma das primeiras lições é sobre o poder e função dos amuletos e objetos mágicos. O ato de consagração revela seu significado na própria palavra, ou seja, é tornar algo sagrado. A cultura pagã utiliza essa prática há milênios para realizar suas magias e rituais.  Para os neopagãos a natureza é sagrada, então, toda sua magia envolve os 4 elementos.

Consagrar de uma maneira geral é atribuir uma função, significado ou direcionamento de acordo com a sua intenção. Segundo o feiticeiro Raphael Kakazu é um processo íntimo e particular que somente a pessoa que estabeleceu essa relação irá reconhecer. “Fala e coração são os princípios do rito de consagração. Logo, é trazer um objeto para uma relação que transcende a sua função óbvia.”

O feiticeiro explica que se comprarmos, por exemplo, um anel de esmeralda, ele não passa de apenas outro objeto comum. Porém, ao consagrá-lo, tendo em mente que a esmeralda é uma pedra ligada aos poderes do amor e da sedução, desde os tempos remotos, o anel adquiri essa função de talismã. “ Para o mundo será mais um anel, mas para mim será um eterno lembrete de que o amor e a sedução caminham ao meu lado e consequentemente isso fará com que essa energia seja emanada através de mim.”

OS 4 ELEMENTOS  

Para consagrar objetos mágicos com os quatro elementos, precisamos entender que eles são o princípio de materialização que formam o mundo e são utilizados na magia.  Sendo assim, são grandes símbolos que permitem a prática da magia. São eles: Terra, água, ar, fogo e a essência divina que propicia a vida em si, denominada éter, que está presente no mundo espiritual.  “Um mago ou feiticeiro ao entender os princípios da alquimia. Encontra nos quatro elementos uma vasta possibilidade de criar e manipular a realidade de uma forma que a sua vida se torne mais sublime e apreciativa.”

RITUAL

A consagração utiliza os 4 elementos físicos para sua execução:

  • Terra – Cristal
  • Ar – Incenso
  • Fogo – Vela
  • Água – Receptáculo com água

(Lembre-se que a junção deles resulta em ti, o signo do quinto elemento).

“Um ritual é um momento solene e tais elementos são símbolos de algo muito prático e simples: estar presente de corpo, mente, coração, vontade e alma no ato prestes a ser realizado”, explica o feiticeiro.

  • Tome uma bússola e marque os pontos cardeais com cada elemento: cristal ao norte, incenso ao leste, a vela ao sul e o receptáculo com água a oeste.
  • Posicione-se no centro e assim você traduzirá o que a bruxaria chama de estar no centro da encruzilhada.
  • Tome para si um momento de concentração, esqueça do mundo e coloque todo o seu foco no presente. Contemple cada um desses elementos e traga para o momento ritual.
  • A terra evoca a presença do corpo, o ar da mente, a água do coração e o fogo vontade.  Dessa forma, culminando em você, o quinto elemento presente em todas as suas formas.
  • Ao fazer isso você pode tocar cada um desses elementos, sentir através do tato suas texturas e fazer uma união com o que eles representam em você.
  • Pegue, então, o objeto a ser consagrado; coloque-o entre as mãos e contemple-o pelo que é: um mero signo que em poucos minutos será dotado de simbolismos, significado e poder.
  • Recite então uma pequena prece para as forças que presidem o universo: A Mãe Terra e o Pai de Chifres.
  • Volte-se para o objeto em suas mãos e apresente-os para os quatro pontos onde descansam os signos dos elementos. Além de recitar qual é a função desse objeto a partir desse momento.
  • Coloque-o frente aos seus olhos e sopre suavemente selando o ritual. Após isso, tome mais um momento para refletir sobre o ato mágico realizado. Finalmente agradeça, medite e permaneça presente por mais alguns instantes antes de declarar o término do ritual.

Mais dicas

O especialista relata ser  possível consagrar múltiplos objetos mágicos dentro de um mesmo ritual. Desde que o bruxo consiga olhar para cada um deles de forma singular e atribuir funções sem correlacioná-los por estarem no mesmo ritual. “ Tenha em mente que cada objeto que repousar em suas mãos partilhará um momento único, independentemente do número de vezes ou signos que você consagrou previamente. Isso demandará muita energia vital e pode ser mais sábio consagrar poucos objetos por vez.”

Outra questão é que objetos não precisam ser consagrados frequentemente.  “Uma vez que você mantém latente na sua memória a função dada para aquilo que consagrou, você o alimentará energeticamente, pois a memória é o elo e a fonte de energia que alimentará toda a sua magia.”

“Apesar de ser um processo mágico considerado simples. Consagrar algo não é simplesmente ter uma “lembrancinha”, é criar um elo, uma lembrança com um objeto. Então escolher bem quais objetos quer consagrar é como escolher o que irá marcar ou representar um momento muito importante na sua vida”, finaliza.

Raphael Kakazu

Feiticeiro e designer é  idealizador do Covil dos Feiticeiros, um espaço de estudo e debate sobre bruxaria e estilo de vida.

Por Giu Soeiro

 

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