coronavírus e espiritualidade

Dez coisas que o Coronavírus pode nos ensinar

As filosofias orientais, e algumas poucas ocidentais, mostram que tudo na vida tem seu lado luz e seu  lado sombra. Ou, em linguagem mais comum, um aspecto positivo e outro negativo. A Luz Absoluta só existe na Força Criadora, queira você chamá-la de Deusa, Deus, Zambi, Olorum, Alá ou Grande Arquiteto.

Em um mundo relativo como o nosso, tudo pode trazer benefícios e malefícios. É  a velha estória da faca e do fogo, que podem ajudar no alimento, mas podem trazer destruição e morte.

O covid-19 tem trazido muita ansiedade, preocupação e prejuízos. Em uma leitura metafísica, poderíamos nos perguntar: que lição a Vida quer nos ensinar?

Sim, toda crise carrega consigo uma possibilidade de transformação e cura. E a cura só vem, quando a lição é aprendida. As Forças Criadoras não são más. Só nos forçam a mudar e a dor é sempre um alerta.

  1. O Covid-19 veio mostrar como a Natureza, que vinha sendo desrespeitada, é sempre mais forte que o ser humano. A Humanidade sempre se gabou de estar no topo da cadeia alimentar e  acreditava que todos os animais e recursos da Natureza estivessem para lhe servir. Basta um vírus minúsculo, com mínima estrutura, para derrubar todas as economias do mundo e matar milhares de pessoas;
  2. Pesquisadores da ciência e profissionais da saúde passam a ser reconhecidos como deveriam. Jovens começam a se perguntar, novamente,  que tipo de profissão devem seguir. E o peso que atribuímos aos papeis da sociedade. Celebridades, jogadores de futebol, blogueiros de moda, que ganhavam milhões, possivelmente serão colocados em um novo patamar, mais realista;
  3. Nunca a espiritualidade, não digo religião, se mostrou tão necessária. Até para ajudar a combater a ansiedade;
  4. Muita gente entrou em pânico por conta da solidão. Não aprenderam a conviver consigo mesmas. São obrigadas agora a buscar autoconhecimento, autoamor e autovalorização. A confrontar com suas verdades e essências;
  5. As famílias e os casais aprenderam a se conhecer melhor, a se unir e a desenvolver paciência, tolerância, que antes eram escondidas atrás dos smartphones e tablets;
  6. Percebemos que somos todos parte de um sistema. Basta uma pessoa, que sequer conhecemos, estar contaminada para, sem que tenhamos consciência nos contaminar. No passado, grupos políticos desejavam o mal uns dos outros. Hoje, se pensarmos logicamente, enquanto a erradicação do vírus, através de uma vacina, por exemplo, não vem, temos de orar para que ninguém, mesmo teu pior inimigo esteja doente;
  7. Finalmente começamos a entender o que realmente é essencial para nós, resignificando a palavra consumo;
  8. As pessoas começam a perceber que para elas é mais importante: a saúde, sua família ou o dinheiro.  Muitas empresas finalmente mostraram que pensam no coletivo, outros empresários, inescrupulosos, não deixam de pensar mais no lucro do que na vida humana;
  9. Voltamos a olhar com carinho e preocupação para nossos idosos;
  10. Sabemos que tudo é um ciclo e temos toda a força e capacidade, de unidos, recomeçar, quantas vezes forem necessárias.

Pensem bem! Pensem no bem!


Ricardo Hida é astrólogo, tarólogo e babalorixá. Autor do livro Guia para quem tem Guias – Desmistificando a Umbanda. Apresentador do programa “Encontro Astral” na rádio Vibe Mundial, 95,7 FM.

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