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Jesus, exemplo de amor, nunca falou de gays

Jesus e os gays

Não sei quanto a você, mas poucas coisas me deixam mais irritado quando descubro que colocaram palavras em minha boca. Tenho horror a dois defeitos humanos- covardia e deslealdade – que se manifestam claramente nesse tipo de situação.

Certamente Jesus, com seu infinito Amor e  espírito de Paz, tem uma paciência do tamanho de sua grandeza espiritual para com a ignorância e baixaria humana.  Mas como estudioso de Sua Vida e de Sua Obra, não posso deixar de defender seus verdadeiros ensinamentos, embora Ele não precise que ninguém o faça.

Quem conhece com profundidade a Bíblia, sabe que ela, grosso modo, é dividida em 2 partes: o velho e o novo testamento. Sabe-se ainda que ambos foram transformados no decorrer do tempo, existindo, inclusive, duas versões bíblicas para os cristãos: a católica – também utilizado por espíritas- e  a versão protestante.

Isso por si só já cria um problema: se a verdade é única, porque ter dois livros? E se consideramos a versão judaica do antigo testamento, surgem novas leituras…

Voltando ao Cristo,  fato  é que a vida de Jesus e seus ensinamentos foram retratados em 4 evangelhos: Mateus, João, Lucas e Marcos.  E dos quatro, apenas João e Mateus conviveram com o Mestre. E ainda há questionamentos se Mateus foi o autor do Evangelho que leva sua autoria. Ainda assim, em nenhum dos quatro evangelhos não existe NENHUMA menção de Jesus para com os homossexuais. Ele não cansa de falar dos falsos religiosos, dos violentos, dos corruptos, dos orgulhosos, mas não diz nada sobre gays.

As passagens que condenam a homossexualidade são encontradas no velho testamento- que também defende a escravidão, a submissão das mulheres e inúmeras proibições que mesmo os mais fanáticos não podem seguir à risca- e em Paulo de Tarso, que nunca conviveu com Jesus. É preciso dizer que Paulo – ou Saulo de Tarso, como era conhecido antes de ter uma visão, a caminho de Damasco, de Jesus após sua crucificação- era um doutor da lei judaica, que perseguiu cristãos, condenando inclusive a morte, o primeiro mártir do Cristianismo, Estevão.

Inúmeras e registradas são as discussões que o apóstolo dos gentios teve com os discípulos de Jesus. Isso porque muito de seu conhecimento do judaísmo impactou sua forma de olhar os ensinamentos de Jesus.

Embora Paulo também justifique  a escravidão e a submissão das mulheres,não é nosso objetivo condenar sua obra, já que sua produção literária , com poucas ressalvas, é de grandeza e beleza espiritual exemplar. Além de sua coragem ser essencial para a divulgação da palavra cristã, quando não deturpada.

Nenhum estudioso da Bíblia pode contradizer fatos. Não à toa, o Papa Francisco tem conduzido uma discussão sobre homofobia.

Mesmo o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus,  escandalizou o meio evangélico brasileiro ao defender a união estável de gays em  seu programa ‘Palavra Amiga’, que é exibido na Record. O religioso lembrou, quando falou de combate a  homofobia, que “Jesus faria isso”.Em seu depoimento na televisão, o religioso contou uma história a respeito de Jesus Cristo, usando-o como exemplo em defesa dos homossexuais.

“No tempo de Jesus, já haviam homossexuais e que ele não disse nada e muito menos levantou uma bandeira contra o movimento”, confirmou o bispo da Universal.

Obviamente para esconder falhas graves de caráter, muitos religiosos elegem bodes expiatórios. Algo totalmente anticristão. É preciso desconfiar de uma religião cujo deus fala com rancor e não com amor; que aceita que seus fiéis desrespeitem o semelhante. Jesus já alertava sobre falsos cristos e profetas que para se proteger, atacam os outros. A Verdade não precisa se impor, ela o faz naturalmente.

Você pode querer ser homofóbico, mas é falta de ética, justificar tal ação usando, indevidamente o nome do Cristo.

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