chega de ser vítima

Menos reclamação, mais ação!

 

É bem verdade que muita gente usou de forma errada a expressão vitimismo. A história privou diversos grupos de seus direitos. Nem há como negar o absurdo que, em pleno século XXI, mulheres tão qualificadas ou até mais, ganhem menos que homens nas mesmas posições.

Não se pode acreditar, de verdade,  que  jovens negros nascidos na periferia do Nordeste possam ter condições iguais ao de jovens brancos nascidos nos bairros ricos de São Paulo.  Meritocracia existe e só pode ser utilizada como critério quando as condições iniciais são iguais e justas.

É claro que existem casos de superação. Pessoas que, mesmo com as adversidades, mudaram o destino. Mulheres negras em posições de destaque. E homens bem nascidos,  que não souberam aproveitar as oportunidades, e retrocederam as conquistas das famílias.

Mas a gente que trabalha com atendimento espiritual vê a maior parte das pessoas lamentar a situação em que vivem, como se fossem vítimas. Acreditam que o destino foi cruel, que as pessoas foram aproveitadoras, que não tiveram chances, mínimas para dar início a uma ruptura no destino.

Basta um olhar mais atento para ver como há engano e ilusão nas colocações.

Há uma imensa maioria que nunca desenvolveu a paciência para se relacionar com outros. Hoje não tem amigos, vivem relacionamentos conjugais estressantes e nunca conseguiram alcançar posições melhores no trabalho porque criaram inimizades e antipatias com chefes e colegas. Dizem que são francas, que sofrem de sincericídio. Na verdade falta a elas autocontrole e inteligência emocional.

Há quem lamente a falta de oportunidades. Mas foram alunos preguiçosos, nunca se esforçaram para desenvolver habilidades. Diante das dificuldades, a desculpa é sempre a mesma: não gosto, não nasci para isso.  Até podem ser pessoas que fazem bem o que tem de fazer, mas nunca se superam, nunca buscam novos horizontes.

Sem esquecer, é claro, daqueles que reclamam da falta de dinheiro. Mesmo ganhando muito mais que a maior parte da população. Nunca impuseram ou tiveram limites para suas vontades. Autocontrole, para eles,  é uma qualidade tão distante quanto voar.

Um amigo espiritual, certa vez, me disse que 90% dos problemas que as pessoas enfrentam na vida são decorrentes de escolhas erradas e comportamentos equivocados desta existência. Os outros 10% tem um caráter cármico; mas mesmo assim, podem ser lidados de maneiras bem distintas e superados nesta vida. O babalorixá Carlos Buby, em sua Filosofia Guaracyana, sempre alerta que a Vida nos dá problemas, mas somos nós quem damos a dimensão das dificuldades.

Situações irão se repetir em sua vida por dias, meses, anos, décadas e vidas até que você mude a forma de encará-las.  Não importa o quanto você se revolte, grite, chore, reclame ou amaldiçoe. As leis da Vida são imutáveis e elas continuarão a existir e trabalhar, queira você goste, acredite ou não.

Assuma o controle da vida. A grande transformação é interna. Na forma como enxergo a realidade, como lido com as pessoas e o quanto saio, de verdade, das reações emocionais e padrões mentais que nos aprisionam a séculos.

Aquilo que você emana e crê constrói o teu presente.

 


Ricardo Hida é astrólogo, tarólogo e babalorixá. Autor do livro Guia para quem tem Guias – Desmistificando a Umbanda. Apresentador do programa “Encontro Astral” na rádio Vibe Mundial, 95,7 FM.

 

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