Monja Coen: palavras sobre a pandemia

Convidamos a Monja Coen, do Zen Budismo, para expressar palavras de fé e esperança sob a ótica do budismo para os leitores do Portal dos Espiritualistas, nesse momento em que o mundo está na pandemia do coronavírus. 

“A Pandemia

Carma coletivo.
Carma significa ação repetitiva que deixa marcas.
Há carma individual e carma coletivo.
Pandemia é carma coletivo.
Pega todos nós, seres humanos habitantes do Planeta Terra.
Há carma benéfico, carma neutro e carma maléfico.

Esta contaminação pelo vírus Corona não é benéfica.
Causa grande desconforto, doença e pode levar a grandes padecimentos antes da morte (para alguns).
Resultado de causas e condições que nós todos criamos.

O que vejo agora?

O coronavírus é muito democrático e tornou-se comunitário.
Era de fora e virou de dentro.
Está entre nós e passamos de uns aos outros com uma rapidez incrível.
O vírus precisa de uma célula para se alojar.
Não conseguimos vê-lo. Nem percebemos quando somos contagiados.

Da mesma maneira quando a ganância, a raiva e a ignorância se manifestam na mente humana.
São chamados de três venenos.
Manifestam se em nós.
Deixamos de ser gentis e solidários, brigamos e ofendemos e não entendemos a realidade.
São perigosos.
E como vírus podem se espalhar causando divisões, atritos, confrontos, brigas e até guerras.

Agora que estamos fechados em nossas casas é uma oportunidade de transformar o carma prejudicial em carma benéfico.
É o momento de dar os antídotos aos três venenos que perturbam a mente, os relacionamentos e a saúde dos seres humanos.
O antídoto da ganância é a doação, a caridade, a solidariedade.
É sair do “eu” menor e manifestar o “Eu” maior.
neste momento isso significa não sair de casa.
Significa partilhar os alimentos e os banheiros, a pia, água e sabão.
É compartilhar os espaços da casa, a televisão, a mesa, o quarto. É estar junto, conversar e ficar momentos em silêncio, em meditação e oração.
Não force as pessoas a sua volta a seguirem você e a pensar como você.
Seja capaz de as ouvir e acolher. Isso também é doação.

Para a raiva, o antídoto é a compaixão. Com o outro – com suas dores e suas alegrias.
Estar junto de verdade. Sem inveja, sem rancor, sem vingança.
Mesmo que tenha sido atacada, ofendida, a pessoa pratica a ternura e o cuidado amoroso e procura compreender as causas e condições desse ser humano assim se manifestar.
Não é perdoar. É compreender e procurar meios hábeis de transformar. Mas, lembre-se não é você que transforma – é a mudança mental de alguém que é amado e acolhido.

Para a ignorância, o antídoto é a Sabedoria.
Sabedoria de vida, de viver com plenitude, de agradecer e aceitar o que chega até nós – inclusive o carma coletivo do Corona vírus – e transformar o que poderia se tornar relacionamentos e situações caóticas e descontroladas em situações de harmonia e equilíbrio.

Mentes equilibradas e altruístas podem transformar a realidade.

Não é luta.
Não é confronto.
É acolhida e transformação.

Assim sendo, apreciem esta oportunidade do coronavírus para ficar em casa com alegria, apreciar cada instante, desenvolver a postura correta, a respiração correta, a fala correta.
Plenamente presente no agora, respire conscientemente e ofereça os méritos para o bem de todos os seres.

Fique em casa.
A casa – o local sagrado do amor e da vida.
Fique em casa.
Providencie casa para quem não tem – ajude a quem precisa, sem se contaminar e sem contaminar ninguém. É tempo de isolamento social.
Cumpra os protocolos e agradeça cada dia por acordar, por ser, por InterSer.

Mãos em prece

Monja Coen🙏”


Ricardo Hida é astrólogo, tarólogo e babalorixá. Autor do livro Guia para quem tem Guias – Desmistificando a Umbanda. Apresentador do programa “Encontro Astral” na rádio Vibe Mundial, 95,7 FM.

 

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