Três livros essenciais pilares para religiões orientais, como o hinduísmo e o budismo

Há 3 livros que precisam ser lidos, e se possível estar na cabeceira, de todos os espiritualistas. Tais obras são pilares para religiões orientais, como o hinduísmo e o budismo, mas deveriam ser conhecidas e estudadas por todos aqueles que buscam autoconhecimento e paz interior. Embora sejas livros com poucas páginas, possuem uma densidade filosófica e simbólica como poucos trabalhos na literatura mundial.

O primeiro livro é o Bhagavad Gita e faz parte do Mahabharata, o grande épico da India. Mostra uma batalha entre dois clãs que possuem laços de sangue- os Kuravas e Pandavas- para conquista da cidade de Hastinapura, e as conversas de Ajurna seu mentor Krishna. Ajurna olhando para os adversários e reconhecendo como familiares sente imenso remorso no combate. O que poderia ser interpretado como uma guerra fratricida, na verdade, é entendido simbolicamente como o combate entre vícios e virtudes dentro do indivíduo. Os kuravas, representando os impulsos e instintos dos homens, muito familiares e úteis em alguns momentos da vida, não podem se sobrepor aos grandes valores espirituais. A batalha, por mais difícil e dolorosa que se mostre, deve ser levada adiante.

A segunda obra, a Voz do Silêncio, foi escrita, em Fontainebleau e publicada em 1889, por Helena Blavatsky, fundadora da Teosofia e autora de outros grandes livros esotéricos como Doutrina Secreta e o Véu de Isis. Trata-se de um marco nos estudos espiritualistas e o primeiro contato do Ocidente com a sabedoria tibetana. Madame Blavatsky foi obrigada a decorar preceitos espirituais retirados do Livro dos Preceitos de Ouro que tratam do caminho da elevação espiritual  e transcrever apenas quando chegou na Europa. Atacada e caluniada em seu tempo por indivíduos que duvidavam de sua estada no Tibet, a autencidade dos conhecimentos foi ratificada, a posteriori, por diversos lamas. O indivíduo, a obra explica, precisa passar por 3 salas: a da Ignorância, que retrata a natureza ilusória do mundo, a sala da Instrução, quando o ser humano já está atrás de um caminho mas se perde na pluralidade de conhecimentos e a terceira sala, da Sabedoria. A dor humana decorrente das ilusões é algo que deve ser enfrentado, com dignidade e silêncio espiritual.

O mundo ilusório é também tratado no Dammapada , base do budismo ortodoxo. A obra trata das quatro nobre verdades pregadas por Sidarta Gautama, o Buda. A primeira grande verdade é a existência da dor, criada pelo homem a partir da ilusão de possuir e manter aquilo que está destinado a perecer (segunda verdade). A terceira verdade fala da cessação da dor, quando entendemos a natureza e causa das nossas dores e na compreensão do karma  buscamos agir corretamente, não por medo, nem por desejo, mas porque assim é a natureza espiritual da humanidade.

As obras buscam ressignificar nossas existências e , nesse momento, mais do que nunca, recuperar o nosso autodomínio e nos colocar em uma rota que não nos traga mais sofrimento e dor.


Ricardo Hida é astrólogo, tarólogo e babalorixá. Autor do livro Guia para quem tem Guias – Desmistificando a Umbanda. Apresentador do programa “Encontro Astral” na rádio Vibe Mundial, 95,7 FM.

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